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Ária: Ah, un foco insolita

Compositor: Donizetti Gaetano

Ópera: Don Pasquale

Papel: Don Pasquale (Baixo)

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DON PASQUALE
Non c'è ma, correte,
o casco morto qua.
Ah! un foco insolito
mi sento addosso,
omai resistere
io più non posso.
Dell'età vecchia
scordo i malanni,
mi sento giovine
come a vent'anni.
Deh! cara, affrettati,
vieni sposina!
Ecco di bamboli
mezza dozzina
già veggo nascere,
già veggo crescere,
a me d'intorno
veggo scherzar.

Mo che si scopierto a vamma. Monsieur Piquet. Il giovedì grasso. DonizettiEntra nel circo. Murena. L'esule di Roma. DonizettiIn quell' arca rispettate. Noè. Il diluvio universale. DonizettiEra pura come in cielo. Arnoldo. Adelia. DonizettiCredi che dorma, o incanto. Mocenigo. Caterina Cornaro. DonizettiIo posposto ad un Torquato. Don Gherardo. Torquato Tasso. DonizettiDalle stanze, ove Lucia. Raimondo Bidebent. Lucia di Lammermoor. DonizettiDi tua beltade immagine... No, l'acciar non fu spietato. Severo. Poliuto. DonizettiElla è un giglio di puro candore. Marchese. Linda di Chamounix. DonizettiTaci il voglio. Colonnello. Il giovedì grasso. Donizetti
Wikipedia
Don Pasquale é uma ópera-bufa em três atos de Gaetano Donizetti, com libreto de Giovanni Ruffini. Foi escrita quando Donizetti fora nomeado diretor musical da corte do imperador Fernando I da Áustria, e foi a antepenúltima das 66 óperas que escreveu.
Don Pasquale é um velho celibatário, rico, polido e bondoso. Quer que seu sobrinho Ernesto se case com uma jovem que ele goste, mas ele ama Norina, uma bela e pobre jovem, que depende do dinheiro do tio. Don Pasquale diz que se Ernesto não se casar com quem ele quer, ele o deserda e o próprio Don Pasquale vai procurar uma noiva para si próprio. O Dr. Malatesta, amigo e servidor de Don Pasquale, consegue-lhe uma noiva: a irmã de Malatesta.
Na casa de Norina, Malatesta diz que vai ajudá-la no casamento de Ernesto, mas deverá seguir suas ordens, sendo a primeira tornar-se a noiva prometida para Don Pasquale. Deve fingir que não tem defeito algum, e começam a discutir como proceder.
Novamente na casa de Don Pasquale, Ernesto lamenta sua sorte: ficará sem herança, sem casa e sem Norina, uma vez que não terá dinheiro para casar. Don Pasquale aguarda por Malatesta, que chega ao lado de Norina, com o rosto coberto por um véu. Norina se mostra com receio e Don Pasquale se revela encantado, enquanto Norina e Malatesta riem. Norina diz que não gosta de sair de casa para fazer nada, e afirma que seu nome é Sofronia. Quando ela tira o véu, Don Pasquale desfalece diante de tanta beleza e ordena a Malatesta buscar o juiz de paz, mas ele já está aguardando.
O juiz, que na verdade é um criado pago por Malatesta, celebra o casamento entre "Sofronia" e Don Pasquale. Ernesto chega e Don Pasquale explica que, como ele não se casou com quem ele queria, ele mesmo se casou com ela. Ernesto vê que é Norina e cobra-lhe explicações. Em segredo, Norina explica tudo a Ernesto e fá-lo assinar o contrato de casamento, como testemunha. Ernesto ri e é expulso por Don Pasquale. Norina se enfurece com Don Pasquale e o decepciona, demonstrando ser exatamente o avesso do que ele esperava.
Por todos os lados da casa de Don Pasquale estão os pacotes das compras de "Sofronia" e enquanto isso, não param de entrar e sair os inúmeros serviçais que ela contratou. Don Pasquale está perplexo com tamanha futilidade e, principalmente, com o dinheiro que está perdendo com aquilo. Norina avisa que vai ao teatro e discute com Don Pasquale, a ponto de lhe desferir um tapa, embora se arrependa depois. Don Pasquale avisa que vai se divorciar, e depois encontra um bilhete dizendo que alguém esperaria pela "adorada Sofronia", naquela mesma noite. Malatesta chega e vê Don Pasquale arrasado, e propõe que surpreendam Sofronia e seu amante. Se a traição for comprovada, ele poderá requerer o divórcio.
No jardim, Ernesto canta uma serenata e aparece Norina, trocando juras de amor com ele. Don Pasquale focaliza Norina pela lanterna e esta diz que está apenas passeando. Malatesta diz que haverá um novo casamento na casa de Don Pasquale e por isso Norina deve sair. Norina (ainda como Sofronia), finge que está perplexa, e Malatesta avisa que a mulher que vai se casar é Norina, com Ernesto. Don Pasquale fica feliz por poder se livrar de Sofronia, que diz se opor ao casamento e só acreditar vendo.
Don Pasquale consente, enfim, o casamento. Malatesta revela que Sofronia na verdade era Norina, e que a farsa inventada foi apenas para mostrar o risco de ele se casar com alguém muito mais jovem. Malatesta, Ernesto e Norina, então, rogam perdão a Don Pasquale, e ele, muito feliz, dá-lhes a bênção e concede a herança natural.
A ópera estreou em 3 de janeiro de 1843 no Théãtre Italien de Paris, com Giulia Grisi como Norina e Luigi Lablache como Don Pasquale. No mesmo ano foi também apresentada em Londres e Viena. Foi apresentada nos anos seguintes em diversas cidades da Europa e chegou a Nova York em 1846.
Em 1904, Enrico Caruso liderou o elenco em nova montagem em Nova York.
No Brasil, a primeira montagem foi levada ao palco do Teatro Provisório do Rio de Janeiro em 12 de fevereiro de 1853. A primeira versão no Theatro Municipal do Rio de Janeiro foi realizada apenas em 1945, mas desde então foram 17 temporadas até 2015.