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Ária: Oh Dio!…Ah! segnar invano io tento

Compositor: Rossini Gioachino

Ópera: Tancredi

Papel: Argirio (Tenor)

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Oh Dio! Crudel!
qual nome caro e fatal
or mi rammenti!
e come tutto mi scosse il petto?
Eh! non s'ascolti
un vil debole affetto!
Sì...ma qual voce flebile,
e severa nel profondo del cor,
ferma mi dice, è tua figlia che danni...
oh! me infelice!

Ah! segnar invano io tento
la sua cruda sorte estrema :
la mia man s'arresta etrema,
di terror si gela il cor :
Sì, ti sento, al fier cimento
gemi in sen, paterno amor.

Sì, virtù trionfi omai :
paga, o patria, alfin sarai.
Peran tutti della patria
colla figlia i traditor.
Ma, la figlia!
oh Dio! fratanto...
va alla morte, quale orrore!

Perdonate questo pianto
a un oppresso genitor.
La pietà che in sen serbate. Eduardo. Eduardo e Cristina. RossiniPensa che sei mia figlia. Argirio. Tancredi. RossiniRomani a voi sol tanto. Aureliano. Aureliano in Palmira. RossiniLungi dal figlio amato. Eumene. Demetrio e Polibio. RossiniVieni fra queste braccia. Giannetto. La gazza ladra. RossiniQuell'alme pupille. Giocondo. La pietra del paragone. RossiniLa speranza più soave. Idreno. Semiramide. RossiniAh come il cor di giubilo. Lindoro. L'italiana in Algeri. RossiniStringhe e ferri da calzette. Isacco. La gazza ladra. RossiniAh come mai non senti. Otello. Otello. Rossini
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La cambiale di matrimonio (1810) L'equivoco stravagante (1811) L'inganno felice (1812) Ciro in Babilonia (1812) La scala di seta (1812) Demetrio e Polibio (1812) La pietra del paragone (1812) L'occasione fa il ladro (1812) Il signor Bruschino (1813) Tancredi (1813) L'italiana in Algeri (1813) Aureliano in Palmira (1813) Il turco in Italia (1814) Sigismondo (1814) Elisabetta, regina d'Inghilterra (1815) Torvaldo e Dorliska (1815) Il barbiere di Siviglia (1816) La Gazzetta (1816) Otello (1816) La Cenerentola (1817) La gazza ladra (1817) Armida (1817) Adelaide di Borgogna (1817) Mosè in Egitto (1818) Adina (1818) Ricciardo e Zoraide (1818) Ermione (1819) Eduardo e Cristina (1819) La donna del lago (1819) Bianca e Falliero (1819) Maometto secondo (1820) Matilde di Shabran (1821) Zelmira (1822) Semiramide (1823) Il Viaggio a Reims (1825) Le siège de Corinthe (1826) Moïse et Pharaon (1827) Le comte Ory (1828) Guillaume Tell (1829)
Tancredi é um melodrama heroico (melodramma eroico) (ópera-séria) dividido em dois atos, com música de Gioachino Rossini e libreto de Gaetano Rossi. Rossi escreveu o libreto como adaptação da tragédia homônima (Tancrèdes) de Voltaire. A estreia da ópera se deu em 6 de fevereiro de 1813, no teatro La Fenice, em Veneza. Porém, devido a indisposição dos cantores que interpretavam os dois papéis principais, a récita foi interrompida na metade do segundo ato. A obra completa só foi apresentada em 11 de fevereiro daquele ano. A abertura, emprestada de La pietra del paragone é frequentemente interpretada em concerto e gravada, e constitui-se um dos exemplos mais populares do estilo característico de Rossini. Stendhal, primeiro biógrafo de Rossini, a considerava como "grande dentre as obras-primas do compositor", e descreveu-a como "um verdadeiro trovão num céu claro e azul para a cena lírica italiana". O libretista Gaetano Rossi disse que, com isso, "Rossini alcançou a glória". Richard Osborne proclama esta como "sua ópera-séria plenamente desenvolvida, e que estabeleceu-o, mais ou menos instantaneamente, como o principal compositor de ópera contemporânea da Itália".
A versão original possui um final feliz, como requere a tradição da ópera-séria. Porém, logo após a estreia em Veneza, Rossini - que, como nota Servadio, era mais neo-clássico do que romântico - pediu ao poeta Luigi Lechi que retrabalhasse o libreto a fim de emular o final trágico original de Voltaire. Neste novo final, apresentado em 21 de março de 1813 no Teatro Comunale em Ferrara, Tancredi vence a batalha, porém, é mortalmente ferido, e só então descobre que Amenaide jamais o traíra. Argirio casa os dois amantes a tempo de Tancredi morrer nos braços de sua esposa.
Conforme declarado por Philip Gosset e Patricia Brauner, foi a redescoberta da partitura deste final em 1974 (embora Gosset em outro lugar apresente evidência de que foi em 1976) que resultou na versão que usualmente se apresenta hoje.
Tancredi foi composta na Vila Pliniana, e, como outras óperas de Rossini, foi composta em curto tempo (três meses e meio).