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Ária: Tutto è gioia, tutto è festa

Compositor: Bellini Vincenzo

Ópera: La sonnambula

Papel: Lisa (Soprano)

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LISA
Tutto è gioia, tutto è festa...
Sol per me non v'ha contento,
E per colmo di tormento
Son costretta a simular.
O beltade a me funesta,
Che m'involi il mio tesoro,
Mentre io soffro, mentre moro,
Pur ti deggio accarezzar!

CORO
Viva Amina!
Viva ancor!

LISA
Tutto è festa...
Sol per me ah! non v'ha...
Tutto è gioia ecc.

CORO
Viva Amina!...
La la la... ecc.

ALESSIO
Lisa! Lisa!...

LISA
per partire
Oh l'importuno!

Scendono dalle colline Villani e Villanelle, tutti vestiti da festa, con strumenti villerecci e canestri di fiori. Giungono al piano.

ALESSIO
Ah! tu mi fuggi!...

LISA
Fuggo ognuno.

ALESSIO
Ah! non sempre, o bricconcella,
Fuggirai da me così.
Per te pure, o Lisa bella,
Giungerà di nozze il dì.

Durante il colloquio di Lisa e di Alessio, i suoni si sono fatti più vicini, e più forti le acclamazioni.


SCENA SECONDA

ALESSIO
Viva Amina! viva ancor!

LISA
indispettita
(Anch'esso!
Oh dispetto! )

ALESSIO
Qui schierati... più d'appresso...

LISA
(Ah! la rabbia mi divora!...)

ALESSIO e CORO
La canzone preparata
Intuonar di qui si può.

LISA
(Ogni speme è a me troncata:
La rivale trionfò.)
Morte io non temo. Giulietta. I Capuleti e i Montecchi. BelliniEccomi in lieta vesta…Oh quante volte ti chiedo. Giulietta. I Capuleti e i Montecchi. BelliniCasta Diva, che inargenti… Ah! Bello a me ritorna. Norma. Norma. BelliniCare compagne… Come per me serena. Amina. La sonnambula. BelliniDopo l'oscuro nembo. Nelly. Adelson e Salvini. BelliniSventurata, anch'io deliro. Imogene. Il pirata. BelliniAh! Non giunge uman pensiero. Amina. La sonnambula. BelliniLa mia scelta a voi sia grata… Contenta appien quest'alma. Bianca. Bianca e Fernando. BelliniQual cor tradisti, qual cor perdesti… Deh! Non volerli vittime. Norma. Norma. BelliniSono all'ara…barriera tremenda…Ciel pietoso, in sì crudo momento. Alaide. La straniera. Bellini
Wikipedia
La sonnambula é uma ópera em dois atos de Vincenzo Bellini com libreto de Felice Romani. É considerada, juntamente com I puritani e Norma, uma das três obras-primas do compositor catanês.
Bellini compôs La sonnambula em somente dois meses, enquanto passava uma temporada em Moltrasio, na mansão ("villa") dos Condes Lucini Passalacqua, vizinho à casa de Giuditta Turina, uma jovem senhora com quem mantinha uma relação sentimental.
A ópera estreou no Teatro Carcano de Milão em 6 de março de 1831: aquela noite - dedicada ao musicista Francesco Pollini, amigo de Bellini - foi complementada com o balé Il furore di Amore.
Desde a primeira apresentação, a obra obteve grande sucesso. Nos meses e anos seguintes foi reprisada nos principais teatros italianos e estrangeiros. Além de Nova York e Paris, a ópera foi levada à cena no teatro Drury Lane de Londres (1835), com Maria Malibran no papel da protagonista, ainda que em versão modificada e parcialmente traduzida ao inglês.
O libreto foi extraído da "La Somnambule ou L'arrivée d'un nouveau seigneur", um balé-pantomima de Eugène Scribe e Pierre Aumer (1827), e da "La Somnambule", comédia "vaudeville" do mesmo Scribe e Germain Delavigne (1819).
No primeiro momento, o duque Litta di Milano tinha comissionado a Bellini uma ópera baseada em Hernani, de Victor Hugo, (que em seguida foi musicada por Verdi).
A oposição da censura austríaca forçou o músico a abandonar o projeto originário e a escolher, por sugestão de Romani, um tema mais inocente, de caráter pastoral e idílico. Parte da música já composta para Hernani foi porém reciclada em Sonnambula e, sucessivamente, em Norma.
Com a participação do próprio Bellini, Romani aportou numerosas modificações ao texto de Scribe. Em particular, ao libreto já terminado, Bellini eliminou a explicação conclusiva, em que o Conde Rodolfo se revelava ser o pai natural de Amina.
O tema do suave e contrastado amor entre Amina e Elvino ofereceu a Bellini a inspiração para exaltar sua veia lírica: a típica extensão do arco melódico se conjuga aqui, coerentemente com o tema, com um andamento lânguido e divagante, enquanto a orquestra se limita a acompanhar a voz com admirável simplicidade. A ópera culmina em uma das mais sublimes árias para soprano: a célebre Ah, non credea mirarti, que a protagonista canta em estado de sonambulismo.
A ação desenvolve-se em uma aldeia dos Alpes suíços. Época não definida.
Primeira cena: na aldeia. No fundo do cenário eleva-se o moinho de Teresa: um caudal d'água faz girar a roda.
Festeja-se a boda de Elvino e Amina, uma órfã criada pela moleira Teresa. A única descontente é Lisa, a proprietária da estalagem do local, também ela enamorada do jovem e rico agricultor, ao mesmo tempo em que rejeita os avanços amorosos de Alessio, outro jovem da aldeia.
Chega à aldeia um nobre, que demonstra conhecer bastante bem aqueles lugares, mas que não é reconhecido por ninguém da aldeia. Trata-se do Conde Rodolfo, filho do falecido senhor do castelo. O nobre, que se instala na hospedaria de Lisa, dirige alguns cumprimentos a Amina, dizendo-lhe que a face dela lhe recorda alguém que havia conhecido há muitos anos. Antes de saudá-lo, os aldeões o advertem que o lugarejo é assombrado pela sinistra presença de um fantasma, mas o culto senhor atribui aquela informação à simplória superstição local. Os elogios do Conde despertaram, entretanto, os ciúmes de Elvino que, ao ficar sozinho com ela, repreende a futura esposa.
Segunda cena: Um quarto da hospedaria. Na frente, uma janela; de um lado, a porta de entrada, de outro, um pequeno escritório, com um sofá e uma mesinha. Em seus aposentos, o Conde Rodolfo decide cortejar Lisa. Quando ouve passos, a hospedeira foge precipitadamente, mas antes reconhece Amina, que em estado de sonambulismo está se aproximando do quarto do Conde. A sonâmbula dirige-se afetuosamente ao nobre, invocando o nome do futuro esposo, descrevendo entusiasmada a próxima cerimônia de suas bodas e, por fim, pedindo-lhe que a abrace. Rodolfo não sabe o que fazer: aproveitar-se da situação, acordar a sonâmbula? Resolve abandonar o quarto, no exato momento em que um grupo de aldeões chega à hospedaria para saudar o Conde, de quem descobriram finalmente a identidade e surpreendem a jovem Amina recostada no sofá. O desconcerto é geral. Elvino, revoltado, rompe o noivado, enquanto a donzela, estarrecida, inconsciente do que aconteceu, não consegue encontrar palavras para justificar-se.
Primeira cena: Pequena floresta entre a aldeia e o castelo.
Enquanto um grupo de aldeões se reúne com o Conde para convencê-lo a tomar sua defesa, Amina busca consolo no afeto de sua mãe. Amina enfrenta Elvino que, perturbado pelo eventos, recorda a ela como o havia tornado o mais infeliz dos homens e lhe toma o anel de compromisso.
Segunda cena: na aldeia, como no Ato I, no fundo do cenário eleva-se o moinho de Teresa: um caudal d'água faz girar a roda.
Em vão tenta o Conde Rodolfo explicar aos aldeões do que se trata o sonambulismo e fazer Elvino recuar de sua posição. O jovem, por vingança, já decidiu de tomar compromisso com a dona da hospedaria, Lisa. A aldeia está, portanto, novamente em festa diante da perspectiva de outra possível cerimônia nupcial, mas quando Lisa e Elvino passam diante do moinho de Teresa, esta acusa Lisa de haver cometido o mesmo crime de Amina, e apresenta como prova o lenço pertencente a Lisa e encontrado no quarto do Conde Rodolfo. Elvino sente-se pela segunda vez traído, quando — para surpresa geral — vê-se Amina a caminhar em estado de sonambulismo sobre armação do telhado da casa. É a prova de que o Conde Rodolfo tinha razão. Contemplando a flor murcha que Elvino lhe havia dado apenas no dia anterior, a sonâmbula canta seu amor infeliz ("Ah! non credea mirarti"), escutada por todos, e é quando ela pode finalmente reabraçar seu amado Elvino. A aldeia, novamente em festa, prepara-se para as tão esperadas bodas.
Ato I
Ato II
A partitura prevê a utilização de:
Para soar fora do palco: