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Tomaso Albinoni

Óperas:

Gli eccessi della gelosia, T.199La Statira, T.201L'Eraclea, R.IV.B.5.5

Cantatas:

18 Cantate da Camera18 Secular Cantatas, T.204Amarissime pene, T.204.03Clori nel ciel d’amor lucida stella, T.204.15Di tante ree sciagure, T.204.12Donna illustre del Lazio, T.204.18Dubbio affetto il cor mi strugge, T.204.16Fileno caro amico, T.204.13Già dal mar sorgea l’alba, T.204.02Il bel ciglio d’Irene, T.204.01Il penar senza speranza, T.204.09Lontan da te, mia vita, T.204.06Lontananza crudel, mi squarci il core, T.204.04Poiché al vago seren di due pupille, T.205Quest’è l’ora fatale, T.204.11Rivolse Clori un giorno, T.204.17Senti, bel sol, deh senti, T.204.10Sorgea col lume in fronte, T.204.05Sovra letto d’erbette, T.204.07Sovra molle origliere, T.204.14Volto caro del mio bel sole
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Tomaso Giovanni Albinoni (Veneza, 8 de junho de 1671 – Veneza, 17 de janeiro de 1750) foi um compositor barroco vêneto, nascido na República de Veneza. Famoso em sua época como compositor de óperas, atualmente é mais conhecido por sua música instrumental, parte da qual é regularmente regravada. Massificou sua música, mas graças a seu talento melódico e estilo pessoal foi tão popular na época quanto Arcangelo Corelli e Antonio Vivaldi.
Filho de um rico fabricante de papel, não pensava em seguir a carreira artística e muito menos em ganhar dinheiro com ela. Recusou-se a gerir a herança do pai e dedicou-se a compor para violino, passando a responsabilidade da fábrica para os seus dois irmãos mais novos. Estreou em Munique, em 1722, com muito sucesso.
Albinoni foi um dos primeiros compositores a escrever concertos para violino solo. Sua música instrumental atraiu a atenção de Johann Sebastian Bach, que escreveu pelo menos duas fugas sobre temas de Albinoni (Fuga sobre um tema de Albinoni em lá, BWV950, Fuga sobre um tema de Albinoni em si menor, BWV951) e constantemente usava seus baixos como exercícios de harmonia para seus pupilos.
Grande parte do trabalho de Albinoni foi perdido na Segunda Guerra Mundial, com a destruição da Biblioteca Estadual da Saxônia, durante o bombardeio de Dresden, em fevereiro de 1945. Por isso, pouco se sabe sobre seu trabalho a partir de meados da década de 1720.
Quanto ao famoso "Adágio de Albinoni" (Adágio em sol menor para violino, cordas e órgão, T. Mi 26), que tornou Albinoni conhecido do grande público, aparentemente não foi escrito por ele. Trata-se de uma "reconstrução" de 1945, feita por Remo Giazotto, musicólogo e autor de uma biografia do compositor. Pouco depois da Segunda Guerra, Giazotto alegou ter recebido da Biblioteca Estadual da Saxônia, em Dresden, um fragmento manuscrito, que fora encontrado entre as ruínas do prédio, e que, segundo o musicólogo, seria parte do movimento adagio de uma sonata da chiesa (possivelmente a Op.4), composta por Albinoni por volta de 1708. Giazotto, que afirmava ter reconstituído a obra, registrou-a posteriormente em seu nome para efeito de direitos autorais, publicando-a em 1958. Porém, ele nunca publicou o tal fragmento de Albinoni. A composição integra a trilha sonora do premiado filme Gallipoli, de 1981, sobre a campanha de mesmo nome, empreendida na Turquia, durante a Primeira Guerra Mundial.
Albinoni compôs cerca de oitenta óperas, das quais 28 foram produzidas em Veneza entre 1723 e 1740, das quais não resta quase nada. Aproximadamente setenta dessas partituras foram destruídas durante o bombardeio a Dresden. Sabe-se entretanto que, nos anos 1720, suas óperas eram frequentemente representadas fora da Itália, principalmente em Munique. Além de trinta cantatas, das quais só uma foi publicada (Amsterdam, c. 1701), o que chegou até a nossa época foi sua obra instrumental, que havia sido impressa, e na qual se destacam os seus concertos para oboé.
Há também cerca de vinte outras composições, sem número de opus, a maior parte ainda na forma de manuscritos.